Ferramentas tecnológicas devem ser acessíveis às escolas

on quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Educação e Tecnologia uma união perfeita!
Confira na reportagem a Palestra de Paulo Blikstein, professor da Universidade de Stanford e pesquisador com foco na confluência das tecnologias com os processos de aprendizagem e da pedagogia.
Ferramentas tecnológicas devem ser acessíveis às escolas, diz pesquisador Paulo Blikstein

A Tecnologia Educacional foi o tema da palestra de Paulo Blikstein, professor da Universidade de Stanford e pesquisador com foco na confluência das tecnologias com os processos de aprendizagem e da pedagogia.


Blikstein, que onde dirige um dos principais laboratórios de tecnologia educacional dos EUA, apresentou vários projetos que ajudou a desenvolver, entre eles uma plataforma desenvolvida para ajudar crianças a entenderem a neurociência e o funcionamento do olho humano.

Adriana CzelusniakAdriana Czelusniak / O professor da Universidade da Catalunha Francesc Pedró afirmou que o professor tem de estar familiarizado com as novas tecnologias.
O professor da Universidade da Catalunha Francesc Pedró afirmou que o professor tem de estar familiarizado com as novas tecnologias.
“É usada uma caneta infravermelha para conectar pedaços do sistema, assim a criança pode conectar as partes do cérebro e ver como as imagens mudam. O resultado é uma plataforma que pode ser usada para ensinar várias coisas ao mesmo tempo”, disse.
Outro projeto mostrado pelo pesquisador é uma plataforma vertical, a primeira deste tipo no mundo, que pode ser usada para ensinar física, robótica ou química. “É um display interativo em que crianças podem resolver desafios criados por outras crianças. E funciona por rede, então dá para interagir estando em lugares diferentes. É algo que pode ser explorado de forma colaborativa e que o professor pode ver tudo o que o aluno fez, todas as ações são gravadas, então dá para ver se as crianças estão aprendendo ou não”, afirmou.
Ainda sobre novas ferramentas tecnológicas e seu uso em sala de aula, o pesquisador lembrou da importância de existir a tecnologia educacional e de ela ser acessível para as escolas. “Todos os nossos projetos são de código aberto, qualquer um ode baixar na internet os arquivos e fazer em casa. Sabemos de escolas que contrataram alguém que consertava televisão para montar as placas robóticas”, afirmou.
No fim da palestra, Blikstein disse que as ferramentas tecnológicas são muito importantes para o ensino e que a comparação em tempo real faz toda a diferença par ao aprendizado. “Inventar não é brincar, não é ser feliz simplesmente ou fazer as crianças mexerem com coisas tecnológicas sem consequências. Inventar é a mais complexa operação cognitiva do cérebro e a mais poderosa, e se não fosse pela invenção estaríamos na idade das cavernas”, disse.
Novas exigências
O palestrante seguinte foi o professor da Universidade da Catalunha Francesc Pedró, atual chefe da Assessoria Política do setor de Educação da Unesco. Pedró também defendeu a atualização das ferramentas usadas no ensino. “É preciso revisar as exigências para ser professor. O professor que não está familizarizado com a tecnologia não pode ser professor no século 21. É preciso renovar o conceito de alfabetização digital, não se trata apenas de usar o computador”, disse.
Evento
O Sala Mundo 2011 reúne grandes nomes do Brasil e do exterior para debater temas da educação. Durante o evento os convidados apresentarão soluções pedagógicas e administrativas para o dia a dia das escolas, além de abordar assuntos importantes para a educação básica, como avaliações oficiais de aprendizagem, tecnologia educacional e formação de professores.
Ainda nesta quarta, o Sala Mundo receberá, entre outros pesquisadores, Gustavo Ioschpe, mestre em Economia pela Universidade de Yale e autor do livro A ignorância custa um mundo.
No segundo dia estarão presentes, entre outros nomes, Ricardo Semler, Ilona Becskeházy e Cláudio de Moura Castro, doutor em Economia pela Universidade de Berkeley e curador do evento. Outro convidado é o neurocientista Miguel Nicolelis, chefe do Laboratório de Neurociências da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e fundador do Instituto de Neurociência de Natal, onde são desenvolvidos projetos educacionais de ciência para estudantes de escolas públicas.
O Núcleo de Educação da Gazeta do Povo está acompanhando o evento e traz as novidades em tempo real. Em breve mais informações.

Disponível em :http://www.gazetadopovo.com.br/ensino/conteudo.phtml?tl=1&id=1159184&tit=Ferramentas-tecnologicas-devem-ser-acessiveis-as-escolas-diz-palestrante

1 comentários:

Anônimo disse...

A sala de aula tradicional, com quadro negro e giz branco está cada dia mais distante da realidade do aluno e do ensino comtemporâneo!
Tecnologia e ensino/aprendizado é uma interação inteligente que beneficia a todos, professor, aluno e a sociedade como um todo!!
Parabéns pela iniciativa de postar a esclarecedora reportagem do Professor Paulo Blikstein.

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