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| Imagem retirada do Google |
Longas horas na frente do computador, videogame ou mesmo horas de leitura, além de cansar também trazem outro problema, a miopia, cada vez mais presente em crianças.
Segundo consulta à Wikipédia, miopia é o distúrbio visual que acarreta uma focalização da imagem antes desta chegar à retina. Uma pessoa míope consegue ver objetos próximos com nitidez, mas os distantes são visualizados como se estivessem embaçados (desfocados).
Quanto maior é o nível de escolaridade, maiores as chances de desenvolver a miopia. De acordo com a matéria publicada no site IG, durante o ano de 2005 à 2009. Mais de duas mil crianças foram submetidas a exames oftalmológicos para identificação de grau. Em escolas particulares, o índice de míopes é o dobro do registrado nas públicas.
As novas tecnologias pioraram a realidade diagnosticada no ambiente escolar. Antigamente, os olhos eram saturados apenas durante os estudos. Hoje, o lazer é pontuado pelo uso do videogame, de jogos de computador e do celular, todos grandes vilões da saúde ocular. Consequentemente uma população de míopes é o que teremos em um futuro próximo, pois as novas tecnologias induzem o problema de visão com o passar do tempo exigem que o olho trabalhe exaustivamente buscando nitidez e foco, pois sempre estão a uma distância curta da face.
O processo é similar ao mecanismo de uma máquina fotográfica. Os olhos funcionam como o zoom, usado para registrar os objetos próximos. Esse esforço provoca a miopia, ou seja, o crescimento do globo ocular.
“Adultos míopes já possuem o globo ocular maior. Em crianças, esse aumento é prejudicial, pois a musculatura ainda está em formação. O desgaste acaba antecipando o aparecimento da doença. Ela poderia dar sinais aos 14 anos, mas aparece aos seis”, diz Célia Nakanami, presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica e médica da Universidade Federal de São Paulo.
Mas a doença não depende apenas de fatores externos. A genética é preponderante: filhos de míopes têm mais risco de desenvolver a doença. Quando as duas variáveis se juntam, o uso de óculos ou lentes corretivas é inevitável.
Como evitar: Contra a genética, porém, pouco se pode fazer. Mas é possível retardar o surgimento da doença oferecendo descanso e repouso aos olhos, além de consultas anuais ao oftalmologista.
Prevenção: Piscar mais, manter os objetos a uma distância maior de 30 centímetros e dar folgas constantes para os olhos ao longo do dia.
Apesar dos dados crescentes, segundo Célia, o índice de míopes no Brasil está entre 7 e 12%, ainda bem abaixo da média mundial. Países subdesenvolvidos costumam registrar números menores de portadores da doença, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Paulo Augusto. Por outro lado, na China, o número bate a casa dos 70%. “Além da predisposição genética e étnica, os intelectuais e letrados têm maior risco, mas o crescimento econômico amplia o acesso. Devemos ter muitos míopes não diagnosticados”, completa ele.
Fonte: http://delas.ig.com.br/filhos/estudo-e-novas-tecnologias-funcionam-como-gatilho-para-miopia/

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